Análise Musical: Conceitos e Formas – Mapa Mental Completo

Transcrição do Mapa Mental sobre: UNIDADE 4
ANALISE MUSICAL
BASES CONCEITUAIS
Abordagem Básica
Conhecimento da forma e da estrutura da obra.
A Harmonia exerce como fator estruturante da obra musical.
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Processo prático de examinar peças musicais para descobrir ou decidir como funcionam essas obras.
Conceito de Significado
Um produto organizado pela análise.
Elementos que tentam tomar inteligíveis por meio da organização e da análise.
Conceito de Sentido
Traz compreensão de uma mensagem inserida em um contexto discursivo.
Aprendiz a construir estruturas.
Uma direção, ou uma tendência a algo.
Um conjunto de elementos que se somam para a construção de uma interpretação.
Uma sequência que tende a uma forma conhecida.
Seque-se a uma segmentação, a fim de isolar, abstrair e sintetizar os elementos que compõem essa estrutura e compreender as relações que um elemento isolado mantém com outros elementos.
Conceito de Significância
[…] designa a globalidade dos efeitos de sentido em um conjunto estruturado, efeitos esses que não podem ser reduzidos aos dos seus constituintes.
Objetivos dos métodos analíticos
Busca de um sentido para podermos atribuir uma significação a fim de compreendermos a obra.
Processo de Análise
Dois tipos de orientação Tipológica.
Conotações emotivas, afetivas e imagéticas da obra musical, como a análise hermeneútica, a semiótica de Stefani, a abordagem fenomenológica e a análise contextual de Tovey.
Analises voltadas as estruturas imanentes da obra.
“Dividem-se em taxionômicas, aquelas que cortam a substância musical, privilegiando os elementos parciais do musical, como a abordagem formal de Ruwet, a interválica de Réti, a rítmica de Meyer ou a gerativa de Lerdahl/Jackendoff” (COOK, 1987).
FORMAS
Dividir a obra musical em uma série de seções mais ou menos independentes.
– Descobrir como os componentes se relacionam uns com os outros e que relações são mais importantes que outras.
– Verificar “quando os componentes derivam seus efeitos do contexto em que estão inseridos” (COOK, 1987, p. 2).
Estrutura
“reconfiguração ou ordenação de sequências de sons no tempo” (KERMAN, 1987, p. 77). Isto significa que forma é a maneira como os sons organizam para criar um sentido musical, um direcionamento do discurso musical.
A forma envolve conceitos de frases, períodos e seções musicais (BENNETT, 1986).
* Estrófica (AAA…)
* Binária (AB);
* Simples (simétrica)
* Expandida (assimétrica)
* Recorrente (ABA)
* Ternária (XYX):
* Simples (Aria da capo)
* Composta (ABA – CDC – ABA ou AB – CD – AB).
Forma estrófica
É muito comum em hinos religiosos sem refrão e em canções populares e folclóricas, também constituindo a base de muitos Lieder. São geralmente compostos de uma ou duas frases simples que se repetem várias vezes conforme o número de versos.
Formas binárias
É um padrão que se estabelece durante o período barroco, e sua simetria confere à obra um equilíbrio no discurso, razão pela qual é também chamada de binária simétrica.
Forma binária expandida
Muitas vezes, o compositor expande a segunda parte das formas binárias como uma maneira de estender o discurso musical (BENNETT, 1986). Uma vez apresentada a ideia principal na primeira parte, o compositor tem a liberdade de explorar e desenvolver as ideias apresentadas ou mesmo novas. Por isso, essa forma também é conhecida como binária assimétrica.
Forma binária recorrente
Uma outra possibilidade de organização das ideias musicais dentro da forma binária é a representação da ideia inicial após a seção central. Forma que se tornou muito frequente no período romântico (século 19), essa representação pode ser literal ou com variação.
Formas ternárias
É uma expansão da forma binária recorrente. O que há de diferença é a extensão e o desenvolvimento de suas partes integrantes. A forma ternária é constituída de um padrão ABA, mas cada seção é mais longa e desenvolvida, constituída por sua vez de frases ou seções independentes.
Forma de variação contínua
As formas contínuas são frequentes no período barroco e geralmente o tema é apresentado e variado continuamente sem interrupções, ocorrendo tipicamente na chaconne e na passacaglia. Essas danças são baseadas em um ostinato do baixo que se repete várias vezes enquanto o tema varia.
Tema e variações
A forma de variações sobre um tema é uma das estruturas mais frequentes na música instrumental. O compositor dispõe de uma excelente oportunidade para demonstrar todas as suas habilidades e conhecimentos, explorando as possibilidades flexíveis e variadas (BENNETT, 1986, p. 63).
Modelos Formais
Esqueleto para a obra
As ideias são apresentadas, contrastadas, repetidas ou variadas constituindo a base da expressão, coerência, organização ou teleologia da música (KERMAN, 1987, p. 77).
Ideias Musicais
Formas Simples
* como recorrência, ou seja, a ideia se repete literalmente (x x x). A audição da repetição de uma ideia cria um senso de unidade por meio do reconhecimento, relembrando algo que já foi ouvido;
* como contraste, ou seja, uma nova ideia é apresentada em confronto com a primeira ideia ouvida (x y). Isto cria um elemento de diversidade por meio da apresentação de uma nova sonoridade;
* como variação, a ideia é representada com algumas diferenças (x x’). A variação é um equilíbrio entre a unidade da repetição e a variedade do contraste.
Formas Complexas
As ideias estabelecem relações mais elaboradas, mais distantes, com interligações bem desenvolvidas que, as vezes, se tornam seções próprias.
* Evolucionária: Forma-sonata.
* Variante: Tema e variações (A A’ A” A”’)
* Variação contínua
Forma-sonata
É constituída de dois temas, em geral bastante contrastantes, seja no caráter ou na tonalidade. O primeiro tema é apresentado na tonalidade principal, e o segundo tema está, em geral, na tonalidade da dominante (se a tonalidade principal for maior) ou na tonalidade da tônica da relativa (se a tonalidade principal for menor). Esses temas também são interligados por uma transição, as vezes chamada ponte. A exposição é concluída por uma coda, chamada coda da exposição, ou codetta.
A forma-sonata é a estrutura de larga escala mais importante do período tonal. Está presente em uma infinidade de obras, como sonatas para instrumento solo ou conjuntos de câmara, sinfonias, concertos, aberturas e até mesmo em peças corais. É um desenvolvimento complexo e estendido da forma binária expandida (COOK, 1987).
Exposição
É uma seção em que o compositor tem a oportunidade de fantasiar sobre os temas apresentados na exposição. É um região de bastante liberdade, cujas características principais são a interrupção harmônica e o desenvolvimento temático. Essa seção é também chamada de desenvolvimento ou seção de desenvolvimento. Podem ser desenvolvidos quaisquer elementos apresentados na exposição: elementos do primeiro tema, do segundo tema ou das partes de transição e da conclusão, ou ainda, mais raramente, novas ideias podem ser inseridas.
Desenvolvimento
É a seção em que as ideias principais são representadas, com a diferença do segundo tema ser agora representado na tonalidade principal. Muitas vezes, no modo menor, o segundo tema pode aparecer no modo maior.
Reexposição
Formas variantes
As formas variantes são grandes formas estendidas e desenvolvidas a partir da forma estrófica. Se a forma estrófica apresenta repetições literais das ideias e as formas variantes apresentam as ideias sempre com alterações (ou variações). As formas variantes são representadas pelas formas variantes e A A’ A” A”’.
Tema e variações
A forma de variações sobre um tema é uma das estruturas mais frequentes na música instrumental. O compositor dispõe de uma excelente oportunidade para demonstrar todas as suas habilidades e conhecimentos, explorando as possibilidades flexíveis e variadas (BENNETT, 1986, p. 63).
Tres Maneiras



















